As Piscinas Naturais de Lava da Madeira: O Guia Completo
Praias & piscinas naturais

As Piscinas Naturais de Lava da Madeira: O Guia Completo

Resposta rápida

O que são as piscinas naturais de lava da Madeira e quais são as melhores?

São piscinas de água do mar formadas em rocha vulcânica antiga, renovadas pela maré em vez de cloro. O Porto Moniz tem os dois exemplos mais conhecidos: um complexo de piscinas pago e cuidado, com balneários, e uma piscina natural gratuita separada, mais crua e mais exposta ao mar. O Seixal, mais adiante na costa norte, tem um conjunto gratuito mais pequeno.

Duas piscinas com o mesmo nome, e não são o mesmo lugar

Praticamente todas as fotografias que já viu de banhos em rocha vulcânica na Madeira foram tiradas no Porto Moniz, na ponta noroeste da ilha. O que essas fotografias raramente deixam claro é que o Porto Moniz não tem uma única piscina. Tem duas áreas distintas, construídas com décadas de diferença, geridas sob regras diferentes e com preços diferentes, a poucos passos uma da outra no mesmo troço de costa. Confundi-las é o erro mais comum que os visitantes cometem aqui, e muda o que deve trazer, quanto deve orçamentar e que tipo de banho vai efetivamente ter.

Este guia é sobre as próprias piscinas: como se formaram, em que diferem as duas áreas do Porto Moniz, porque fecham, e onde mais na ilha vai encontrar o mesmo tipo de banho. Não aborda as praias de areia da Madeira, que têm o seu próprio guia dedicado — as piscinas de lava são uma coisa completamente diferente, tanto geologicamente como na prática.

Como surgem as piscinas de lava

A Madeira é uma ilha vulcânica, e a sua costa noroeste é onde essa história é mais visível ao nível do mar. Os fluxos de lava basáltica encontraram o Atlântico e arrefeceram, formando uma plataforma irregular e cheia de crateras de rocha negra. Ao longo de milhares de anos, o mar esculpiu essa plataforma numa rede de reentrâncias, canais e bacias pouco fundas. Na maré-alta, o oceano entra e enche-as; na maré-baixa, grande parte da água fica retida, ligeiramente aquecida pela rocha negra, e mais calma do que a ondulação que rebenta logo além do muro exterior.

Esse é o mecanismo básico por trás de todas as piscinas de lava da ilha, tanto no Porto Moniz como no Seixal. É também por isso que nenhuma piscina de lava está alguma vez perfeitamente parada. A rocha é porosa e fissurada, pelo que a água se move constantemente através dela, e uma onda suficientemente grande do lado de fora ainda consegue empurrar espuma, ou pior, diretamente por cima do rebordo.

As piscinas cuidadas: o que a entrada compra

O complexo de piscinas mais conhecido do Porto Moniz situa-se no limite ocidental da vila, construído sobre a rocha natural com passadiços de betão, balneários, duches, cacifos e um bar de snacks. É esta a versão onde param quase todos os autocarros de turismo, e a que aparece em praticamente todas as fotografias promocionais da vila. Cobra uma entrada no portão — poucos euros por adulto, menos para crianças, com o valor exato a variar ligeiramente consoante a época — e em troca tem uma área de banhos vigiada, parcialmente fechada, com limites definidos, zonas mais rasas adequadas a crianças, e funcionários presentes durante o horário de funcionamento.

O compromisso é que esta é a versão mais movimentada e mais cuidada de uma piscina de lava. Num dia de sol a meio da alta época, os passadiços enchem-se e as próprias piscinas podem parecer sobrelotadas. Continua a ser rocha vulcânica verdadeira e água do mar verdadeira — nada aqui é artificial — mas foi moldada e vedada para segurança e conforto, e tem um preço correspondente. Quem comparar notas com um amigo que nadou aqui de graça está quase de certeza a falar da outra área.

As piscinas naturais: gratuitas, mais selvagens e mais expostas

A poucos passos do complexo pago, do lado oposto do promontório, o Porto Moniz tem também uma área de piscinas genuinamente naturais que ninguém construiu por cima. Não há portão, nem entrada, e praticamente nenhuma infraestrutura para além de um caminho de acesso irregular e, num bom dia, algumas pessoas a estender toalhas diretamente sobre a rocha. As bacias aqui são mais cruas: irregulares por baixo dos pés, mais fundas em certos pontos sem aviso, e sem qualquer nadador-salvador a vigiar a água.

Esta é a área a procurar se o que realmente quer é a versão selvagem da experiência — nadar numa piscina de rocha com o Atlântico aberto visível logo além do muro, em vez de uma instalação de lazer gerida que por acaso está esculpida em lava. É também a área onde as condições mais importam. Como não há barreira a conter uma ondulação forte nem funcionários para a fechar por si, é inteiramente responsável por avaliar o mar sozinho antes de entrar. Um bom calçado para a aproximação — a rocha vulcânica é afiada e frequentemente molhada — importa mais aqui do que nas piscinas pagas.

Tratar estas duas áreas como intercambiáveis é o erro a evitar. Uma é uma instalação paga, com funcionários, parcialmente fechada; a outra é gratuita, aberta e sem supervisão. Partilham uma costa e um nome, mas pouco mais.

Piscinas cuidadas (Porto Moniz)Piscinas naturais (Porto Moniz)
CustoEntrada paga no portãoGratuito, sem bilhete
InfraestruturasBalneários, duches, cacifos, bar de snacksNada além de um caminho de acesso irregular
SupervisãoCom funcionários durante o horárioSem supervisão
Profundidade e pisoGerido, com degraus, zonas mais rasasIrregular, mais fundo em certos pontos, sem degraus
AfluênciaMais concorrida ao meio-dia na alta épocaMais tranquila, menos visitantes
Risco de encerramentoFecha nos dias de pior ondulaçãoFecha por si só — perigoso com ondulação

Quando as piscinas fecham, e porque deve verificar antes

O facto mais importante a reter antes de ir ao Porto Moniz é que nenhuma das piscinas está garantidamente aberta, ou em condições de banho, no dia em que aparecer. A costa norte da Madeira enfrenta a ondulação do Atlântico aberto, sem nada que a quebre ao longo de milhares de quilómetros, e uma ondulação forte — mais comum entre o outono e o inverno, mas possível em qualquer altura do ano — pode fazer a água passar diretamente por cima da plataforma rochosa. Nesses dias, o complexo cuidado fecha os portões por segurança, e as piscinas naturais tornam-se genuinamente perigosas, mesmo que nada impeça fisicamente a entrada.

Isto não é um acontecimento raro, confinado à época de tempestades. É uma característica regular da visita a esta costa, e a razão pela qual os visitantes mais experientes verificam as condições antes de fazer a viagem, e não depois. Se chegar e encontrar as piscinas cuidadas fechadas, resista à tentação de tratar as piscinas naturais gratuitas como alternativa — uma ondulação forte o suficiente para fechar o complexo gerido é também forte o suficiente para tornar as piscinas abertas inseguras, seja qual for o aspeto da água vista do parque de estacionamento.

O Porto Moniz num dia de mar agitado continua a valer a visita só pelo trajeto e pelo espetáculo. Ver as ondas a rebentar contra a rocha negra a partir da segurança do passadiço, sem entrar na água, é motivo suficiente para vir, e combina naturalmente com o resto de um passeio de um dia pela costa norte.

Como chegar ao Porto Moniz

O Porto Moniz fica no extremo noroeste da ilha, e o percurso faz parte da experiência. A partir do sul, a estrada atravessa o planalto do Paúl da Serra e desce por uma série de túneis e curvas junto a falésias; a partir da costa norte, acompanha o mar junto a cascatas que caem diretamente sobre o alcatrão. Ambos os percursos são geríveis num carro de aluguer pequeno, se estiver confortável com estradas estreitas e quedas acentuadas — veja o guia de condução na ilha e as notas sobre aluguer de carro antes de reservar um — mas não são percursos para apressar, nem o lugar para um carro maior do que o necessário.

Se preferir não conduzir as estradas das falésias sozinho, um transfer direto elimina essa decisão por completo:

um transfer direto do Funchal para as piscinas vulcânicas do Porto Moniz

cobre a viagem de ida e volta e deixa-o nas piscinas com tempo para usar qualquer uma das áreas antes de regressar.

Para uma vista mais pausada da mesma costa, com paragens ao longo do caminho em vez de um trajeto direto até às piscinas, uma opção em pequeno grupo cobre mais terreno:

um passeio guiado de um dia pela costa oeste da Madeira que passa pelos miradouros costeiros a caminho do Porto Moniz

e uma alternativa focada em fotografia abranda ainda mais o ritmo, para quem quer tempo para realmente fotografar a costa em vez de apenas a atravessar:

um passeio fotográfico guiado de dia inteiro pelo noroeste da Madeira, incluindo a costa do Porto Moniz

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Seja qual for a forma como chegar, reserve pelo menos duas a três horas no Porto Moniz se quiser ver as duas áreas de piscinas e a própria vila, e verifique o panorama do tempo e da ondulação na véspera em vez de na manhã, já que a decisão de encerramento é frequentemente tomada cedo.

Para além do Porto Moniz: o Seixal e o resto da costa

O Porto Moniz atrai as multidões e as fotografias, mas não é a única piscina de lava da Madeira. Mais a leste na costa norte, a vila do Seixal tem a sua própria área mais pequena de piscinas naturais, formadas da mesma maneira e igualmente gratuitas, mas com uma fração dos visitantes. Também aqui não há balneários nem funcionários, pelo que se aplicam as mesmas regras: verifique o estado do mar antes de entrar e leve calçado adequado para a rocha.

O Seixal combina naturalmente com a sua própria praia de areia preta e com um conjunto de cascatas junto à estrada por perto, e é uma boa paragem de meio dia para quem já visitou o Porto Moniz e quer a versão mais tranquila da mesma ideia. Uma opção guiada percorre a vila e a sua costa a pé, com uma paragem gastronómica incluída:

um passeio guiado a pé pelo Seixal que inclui as suas piscinas naturais e uma paragem para um pastel de nata

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Entre o Porto Moniz e o Seixal, toda a costa noroeste é rocha vulcânica a encontrar o mar aberto, e pequenos bolsões de água semelhantes a piscinas surgem em locais sem nome nem infraestruturas de qualquer tipo. Nenhum deles se aproxima do Porto Moniz ou do Seixal em escala, e nenhum vale uma viagem especial por si só — mas se estiver a conduzir pela estrada da costa e vir carros estacionados numa berma sem indicação, é normalmente porque alguém encontrou outra pequena piscina que vale a pena ver.

O que trazer e o que esperar

Nenhuma das áreas de piscinas da Madeira funciona como uma piscina em casa, e preparar-se para uma da mesma forma que para a outra resulta numa tarde má. Traga sapatos de água próprios ou sandálias robustas em vez de chinelos de dedo — a rocha, tanto nas piscinas cuidadas como nas naturais, é afiada, irregular e frequentemente escorregadia com algas junto à linha de água.

Um top de neopreno ou fato isotérmico vale a pena levar fora do pico do verão, já que a temperatura da água ronda os 18 a 23 graus Celsius, dependendo da época, e não aquece como uma piscina de resort. Nas piscinas naturais gratuitas, traga a sua própria toalha e tudo o que possa precisar, já que não há nada para comprar no local; no complexo cuidado, o bar de snacks e os cacifos cobrem o essencial, mas não espere uma grande variedade.

Os fotógrafos devem notar que a melhor luz no Porto Moniz tende a ser ao final da tarde, quando o sol desce em direção ao mar e ilumina o borrifo das rochas exteriores — útil de saber se estiver a tentar organizar uma visita em torno do passeio fotográfico do noroeste mencionado acima, ou simplesmente a conduzir por conta própria.

Piscinas naturais do Porto Moniz: as suas perguntas respondidas

As piscinas de lava do Porto Moniz são gratuitas?

Só uma das duas áreas é. O Porto Moniz tem um complexo de piscinas cuidado e pago, com balneários e nadadores-salvadores, e uma área de piscinas naturais separada, gratuita e com quase nenhuma infraestrutura. Ficam perto uma da outra, mas não são o mesmo local.

Porque é que as piscinas fecham às vezes?

Uma ondulação forte vinda do Atlântico Norte pode tornar as piscinas naturais perigosas ou fazer a água passar diretamente por cima da plataforma rochosa, e o complexo cuidado fecha os portões nos dias piores por segurança. Isto acontece mais no outono e no inverno, mas pode ocorrer em qualquer altura do ano.

Vale a pena visitar o Porto Moniz se as piscinas estiverem fechadas?

Sim. A vila, o aquário, a estrada junto às falésias vinda do norte e a vista das ondas a rebentar sobre a plataforma de lava valem a visita por si só, mesmo num dia em que nadar não é sensato.

É preciso reservar as piscinas naturais do Porto Moniz com antecedência?

Não é preciso reserva para nenhuma das áreas. As piscinas cuidadas cobram uma entrada no portão; as piscinas naturais têm acesso livre, sem qualquer bilhete.

A água nas piscinas de lava é quente?

Não é mais quente do que o Atlântico aberto em torno da Madeira, cerca de 18 a 23 graus Celsius, dependendo da época. As paredes de rocha atenuam a ondulação, mas não alteram a temperatura.

Há outras piscinas de lava na Madeira além do Porto Moniz?

O Seixal, mais a leste na costa norte, tem uma área de piscinas naturais gratuita mais pequena, com a sua própria praia de areia preta por perto. Recebe muito menos visitantes do que o Porto Moniz e tem praticamente nenhuma infraestrutura.

As crianças podem nadar nas piscinas do Porto Moniz?

O complexo cuidado, com as suas zonas mais rasas, degraus e presença de nadadores-salvadores, é a opção mais segura para crianças. As piscinas naturais têm rocha irregular, água mais funda em certos pontos e nenhuma supervisão, sendo mais adequadas a nadadores confiantes.

Para segurança geral no mar em torno da ilha, incluindo correntes e ondulação além das piscinas de lava, consulte o guia de segurança para nadar no Atlântico. Para um plano alternativo num dia de chuva em que a costa está demasiado agitada para nadar, o plano para um dia de chuva na Madeira cobre alternativas que não dependem da colaboração do mar.

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