Os Melhores Miradouros da Madeira
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Os Melhores Miradouros da Madeira

Resposta rápida

Quais são os melhores miradouros da Madeira além do Cabo Girão?

A Eira do Serrado, acima do Curral das Freiras, o Seixal na costa norte e os Balcões perto do Ribeiro Frio estão entre os melhores miradouros da Madeira, juntamente com os miradouros de alta montanha no Pico do Arieiro e no Pico Ruivo. A maioria é alcançada por um curto trilho pavimentado a partir de um parque de estacionamento, em vez de uma vista à porta de casa.

A Madeira tem mais do que uma grande vista

O Cabo Girão fica com as manchetes, e com razão — uma queda quase vertical sobre o mar, com uma plataforma de piso de vidro, é difícil de superar numa única fotografia. Mas é apenas uma paragem numa ilha que recompensa quem olha à sua volta com mais atenção. O relevo da Madeira parece ter sido feito para miradouros: uma espinha vulcânica que sobe a quase 1.900 metros em nove quilómetros a partir da costa, e uma rede de estradas que se agarra às falésias quase por todo o lado.

Este guia coloca o Cabo Girão ao lado dos miradouros que a maioria dos roteiros ignora, e é honesto sobre quais se alcançam de carro e quais exigem uma pequena caminhada primeiro. Para os horários de abertura do skywalk, o preço do bilhete e como combiná-lo com Câmara de Lobos, veja o guia dedicado ao skywalk do Cabo Girão — esta página não repete esse detalhe.

Eira do Serrado, acima do Curral das Freiras

Se só puder acrescentar um miradouro a um dia dedicado ao Cabo Girão, escolha este. A Eira do Serrado fica a cerca de 1.000 metros de altitude e olha diretamente para o anfiteatro natural que abriga o Curral das Freiras — o “Vale das Freiras” — onde um punhado de telhados vermelhos se espalha pelo fundo do vale, rodeado de picos por todos os lados. O parque de estacionamento fica a uma curta caminhada nivelada da plataforma, e há um segundo miradouro, ligeiramente mais alto, a poucos minutos por um trilho sinalizado, caso o principal esteja cheio.

A subida a partir do Funchal demora cerca de 30 a 40 minutos, entre túneis e curvas, e combina naturalmente com o Cabo Girão no mesmo percurso: Câmara de Lobos, subida até à Eira do Serrado, descida ao Curral das Freiras para um licor de castanha ou um café, e regresso. Vá de manhã, se puder — a nuvem tende a acumular-se sobre o vale no início da tarde, e pode apagar por completo a vista até às 14h ou 15h no verão.

MiradouroCaminhada desde o parqueMelhor altura
Skywalk do Cabo GirãoApenas alguns passosQualquer hora, evitar o sol do meio-dia para fotos
Eira do Serrado2–5 minutos, pavimentadoManhã, antes de a nuvem cobrir o vale
Miradouros do SeixalJunto à estrada, mínimaLuz da manhã, depois de chover para ver as cascatas
Balcões20–30 minutos, trilho fácilManhã, ar mais limpo
Pico do ArieiroPoucos passos até à plataforma principalNascer do sol, ou final da tarde
Cume do Pico Ruivo1–2 horas a partir de qualquer trilhoApenas em dias calmos e de céu limpo
FanalNenhuma, mas precisa de nevoeiro para valer a penaMeio da manhã, quando a nuvem está baixa

A costa norte: mais verde, mais selvagem e muitas vezes esquecida

Onde a costa sul é seca e recortada em socalcos, a costa norte é o lado húmido e verde da ilha, e os seus miradouros refletem isso. O Seixal é o destaque: um promontório sobre uma enseada de areia negra, com cascatas que caem diretamente sobre a estrada costeira depois da chuva. É um dos pontos mais fotografados da Madeira, e, ao contrário do Cabo Girão, a luz é melhor de manhã, antes de o sol contornar as falésias.

Mais a oeste, o Porto Moniz oferece um tipo diferente de miradouro — não um topo de falésia, mas uma vista sobre as piscinas naturais de lava onde o Atlântico encontra a rocha. Vale a pena a paragem mesmo que não pretenda nadar. Entre os dois, a antiga estrada costeira que os túneis mais recentes vieram substituir oferece uma sucessão de pontos de paragem com vista para o mar que a maioria dos visitantes hoje ignora por completo, simplesmente porque a rota rápida poupa 20 minutos.

O senão da costa norte é o tempo: é o lado mais húmido e nublado da ilha num dia normal, por isso um percurso de miradouros na costa norte funciona melhor com uma previsão favorável ao norte, algo que os sites de meteorologia locais (e o pessoal do hotel) costumam saber prever com um dia de antecedência.

um passeio guiado de dia inteiro que liga o Cabo Girão, o Fanal e o Porto Moniz

é uma forma prática de cobrir as duas costas sem conduzir pelas estradas de montanha.

As altas montanhas: Pico do Arieiro, Pico Ruivo, Balcões

Os miradouros mais altos da Madeira não são paragens junto à estrada — ficam em trilhos sinalizados, e a caminhada que exigem varia bastante.

Pico do Arieiro é a exceção: é o único grande pico a que a estrada realmente chega, a 1.818 metros, pelo que a plataforma principal exige apenas alguns passos a partir do parque de estacionamento. É o miradouro mais conhecido da Madeira para ver o nascer do sol, muitas vezes com vista sobre um mar de nuvens abaixo do cume — veja o guia do nascer do sol no Pico do Arieiro para saber os horários e o que vestir, já que pode estar perto de 0°C ao amanhecer enquanto o Funchal está a 18°C.

Pico Ruivo, o verdadeiro ponto mais alto da ilha, a 1.862 metros, é uma verdadeira caminhada a partir de qualquer direção — cerca de 3 horas de ida se partir do Arieiro pela PR1, ou uma subida mais curta de 2,8 km a partir da Achada do Teixeira, se quiser a vista sem a travessia completa. Nenhuma das rotas é um miradouro a que se chega de carro.

Balcões, perto do Ribeiro Frio, é a melhor opção em termos de esforço versus recompensa: um trilho fácil e nivelado ao longo de uma levada, com cerca de 20 a 30 minutos em cada sentido, terminando numa plataforma rochosa com uma das vistas mais nítidas sobre os picos centrais da ilha. É ideal para quem quer um panorama de montanha sem uma caminhada de montanha. As instruções completas e os horários estão no guia da levada dos Balcões.

Fanal: um miradouro que depende do tempo

O Fanal, na orla norte do planalto do Paul da Serra, não é sequer um miradouro formal — não há plataforma, nem proteção, nem um único ponto marcado no mapa. O que atrai as pessoas é um conjunto de tis centenários, retorcidos em formas estranhas, que se torna a cena mais fotografada da Madeira quando a neblina baixa passa por entre eles. Sem esse nevoeiro, é apenas um pasto aberto e batido pelo vento, nada mais. Verifique a previsão de nuvem baixa no planalto antes de planear um dia à volta dele, e trate-o como uma paragem extra numa rota pela costa oeste, em vez de um destino por si só. O guia da floresta do Fanal tem mais informação sobre quando o nevoeiro costuma surgir.

Planear um dia dedicado a miradouros

Poucos miradouros na maioria dos dias entregam realmente mais do que uma lista de dez pontos marcados. Um percurso razoável pela costa sul a partir do Funchal inclui o Cabo Girão, a Eira do Serrado e o Curral das Freiras em meio dia; um percurso pela costa norte combina o Seixal e o Porto Moniz com uma paragem em São Vicente. Combinar um nascer do sol na montanha com qualquer um destes é um exagero — o Arieiro merece o seu próprio início de dia, em vez de ser acrescentado a um plano de tarde.

Um passeio de tuk-tuk de Câmara de Lobos até ao skywalk do Cabo Girão

é uma boa opção para quem prefere não conduzir pela estrada da falésia, e deixa-o mais perto da plataforma do que o parque de estacionamento principal. Para um percurso mais abrangente numa só saída,

uma excursão de 4x4 de 3,5 horas por Câmara de Lobos e Cabo Girão

cobre mais terreno do que a maioria das pessoas consegue sozinha no mesmo tempo, incluindo alguns dos pontos de paragem junto à estrada que são fáceis de perder quando se conduz por conta própria.

Chegar lá sem carro próprio

Os autocarros públicos chegam a alguns destes miradouros, mas com pouca frequência e raramente num horário que se ajuste a um dia de visita a vários pontos — veja autocarros e transportes públicos para saber o que é realista. Um pequeno carro de aluguer dá a maior flexibilidade, sobretudo para a costa norte, mas as estradas da Madeira são estreitas, íngremes e pouco familiares para a maioria dos visitantes; leia conduzir na Madeira antes de reservar um. Para um único dia bem organizado, uma rota guiada de tuk-tuk ou 4x4 elimina por completo a questão de conduzir —

um passeio guiado de tuk-tuk pelos melhores miradouros do Funchal

foi criado precisamente com essa ideia, mantendo-se perto da cidade em vez das costas mais distantes.

Que miradouros escolher para cada roteiro

Se tem apenas um dia e nenhum carro, fique perto do Funchal e faça uma rota guiada de tuk-tuk. Se tem carro e um dia inteiro, o percurso Cabo Girão–Eira do Serrado–Curral das Freiras é o que oferece o melhor retorno pelo tempo de condução. Se tem dois dias, divida-os por costa: sul e picos centrais num, o norte mais verde — Seixal, Porto Moniz e Fanal, se a nuvem cooperar — no outro. Seja qual for a divisão, encare “miradouro” como um espetro que vai de uns passos junto ao carro até uma verdadeira caminhada, e não como uma categoria única, planeando calçado e horários em conformidade, em vez de assumir que todos os miradouros no mapa são uma paragem de dois minutos.

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