Uma Semana de Aventura na Madeira: Canyoning, Mergulho e o Planalto do Paul da Serra
7 days

Uma Semana de Aventura na Madeira: Canyoning, Mergulho e o Planalto do Paul da Serra

Porquê Esta Semana Dispensa Quase Totalmente o Funchal

Este não é um itinerário de passeios turísticos. Sacrifica de propósito o Funchal, os museus e todo o leste da ilha, em troca de sete dias passados quase inteiramente de fato de mergulho, arnês e botas de caminhada. Se também quiser conhecer a zona velha, o teleférico e o mercado, integre-os numa viagem mais longa ou comece com o Funchal num dia antes ou depois desta semana, ou siga antes o itinerário mais generalista uma semana na Madeira.

Duas atividades sustentam esta viagem: o canyoning nas ribeiras do Rabaçal e do norte, e o mergulho na reserva marinha do Garajau e ao largo de Caniço de Baixo. Ambas são guiadas, ambas são graduadas conforme as condições do dia, e nenhuma delas é algo a tentar sem um operador certificado — o nível da água nas ribeiras da Madeira muda de uma semana para a outra, e os graus dos canhões mudam com ele. Leia níveis de canyoning e segurança antes de reservar seja o que for.

DiaFocoBaseDificuldade
1Chegada, mergulho de verificaçãoCaniço de BaixoFácil
2Mergulho na reserva do GarajauGarajauModerado
3Canyoning, RabaçalRabaçalModerado–Difícil
4Travessia do Paul da SerraPaul da SerraModerado
5Canyoning, ribeiras do norteSão VicenteDifícil
6Cascatas, SeixalSeixalModerado
7Segundo mergulho, partidaCaniço de BaixoFácil–Moderado

Dia 1: Chegada e Mergulho de Verificação em Caniço de Baixo

Instale-se em Caniço de Baixo para o primeiro troço da semana — fica a curta distância de carro do Aeroporto do Funchal e coloca-o perto de dois dos melhores pontos de mergulho da ilha. A maioria dos operadores faz aqui um mergulho de verificação ou de reciclagem na primeira tarde, independentemente da experiência, em parte para confirmar a flutuabilidade e o lastro e em parte para um primeiro contacto com os recifes vulcânicos, arcos e passagens da Madeira antes dos mergulhos com mais corrente mais tarde na semana. Leia mergulho na Madeira para saber o que esperar dos locais deste troço de costa.

Alugue o carro logo à chegada em vez de mais tarde na semana — veja aluguer de carros na Madeira. Um carro pequeno lida muito melhor com as estradas estreitas e íngremes da ilha do que qualquer coisa maior, e vai precisar dele a partir do terceiro dia.

Dia 2: Reserva Marinha do Garajau

O Garajau é reserva marinha protegida desde 1986, e nota-se: os garoupas castanhas residentes são famosamente indiferentes aos mergulhadores, aproximando-se o suficiente para uma boa observação em vez de fugirem à primeira bolha. Um dia típico é uma saída de dois tanques a partir do barco da reserva ou do ponto de acesso pela costa, com um intervalo de superfície de volta ao centro de mergulho.

Isto é o que há de melhor em mergulho de recife na Madeira, e compensa um ritmo mais lento — passe o intervalo de superfície no alto da falésia sobre a reserva em vez de correr de volta ao carro. A estátua do Cristo Rei da reserva, de 1927, assinala o local a partir da estrada, caso queira a vista sem o tanque.

Dia 3: Canyoning no Rabaçal

Avance para o interior, até ao Rabaçal, para o primeiro dia de canyoning da semana. O planalto acima do Rabaçal alimenta um conjunto de ribeiras que descem abruptamente até ao mar, e as descidas guiadas aqui combinam tipicamente rapel por cascatas, saltos para poços profundos e trechos de escalada sobre rocha molhada — graduados conforme a capacidade do grupo e o que a água estiver a fazer nesse dia. Nenhuma visita repete exatamente o mesmo percurso da mesma forma, e é precisamente por isso que é um guia certificado, e não uma descrição de percurso, que decide o que é praticável.

Se alguém do grupo preferir um dia sem canyoning, este é o momento de reservar

uma caminhada guiada pelas ribeiras das 25 Fontes e do Rabaçal

— o transfer flexível facilita separar-se do grupo de canyoning e voltar a juntar-se mais tarde nesse dia.

Dia 4: Travessia do Planalto do Paul da Serra

Depois do aperto de um canhão, o Paul da Serra é uma mudança total de registo: um planalto nu e varrido pelo vento, a cerca de 1.400 metros, o único terreno plano de toda a ilha, muitas vezes envolto em nevoeiro. Atravesse-o a pé ou de bicicleta de montanha em direção ao Fanal, no seu extremo noroeste, onde tileiros centenários se retorcem do chão em formas que só fazem sentido na neblina — chegue sem a bruma e é apenas um pasto, por isso construa flexibilidade no plano em vez de contar com ela.

O vento no planalto é implacável e a variação de temperatura em relação à costa é real; leia tempo de montanha e o que vestir antes de partir, e leve um corta-vento adequado mesmo que estejam 24 graus no Funchal nessa manhã. Trate este dia como um dia de descanso ativo entre duas sessões duras de canyoning — as pernas recuperam, mas os pulmões e os nervos não têm assim tanta pausa.

Dia 5: Canyoning nas Ribeiras do Norte

As ribeiras em torno de São Vicente e da costa norte tendem a ser mais duras do que as do Rabaçal — quedas mais íngremes, água mais fria vinda diretamente das montanhas e rapéis mais longos. Este é o dia que a maioria dos operadores reserva para grupos que lidaram bem com o terceiro dia, e a maioria vai reavaliar a graduação do grupo no local, em vez de assumir que o canhão de ontem prevê o de hoje.

Vale a pena repetir isto, porque é o erro que causa lesões a sério: nunca trate um percurso de canyoning como fixo. Uma ribeira que foi uma tarde tranquila em junho pode ser uma situação séria depois de dois dias de chuva, e a leitura da água feita pelo guia nessa manhã sobrepõe-se a qualquer itinerário, incluindo este.

Dia 6: Cascatas e Piscinas Naturais no Seixal

Abrande um pouco no Seixal, na costa norte, onde cascatas caem diretamente sobre a estrada costeira e piscinas naturais de areia negra ficam mesmo à beira-mar. É um dia de intensidade mais baixa por opção — caminhada, natação e exploração em vez de rapel — e uma boa oportunidade para incluir parte do detalhe costeiro que este itinerário de outra forma dispensa.

Um passeio guiado pelo Seixal, terminado com pastel de nata

percorre a aldeia e as suas cascatas a um ritmo tranquilo, caso prefira um guia local a um mapa. Para um dia de trilhos mais amplo mais tarde na viagem,

um tour de trilhos mais abrangente pela Madeira

vale a pena reservar como mudança de ritmo em relação às paredes de canhão e aos briefings de mergulho.

Dia 7: Segundo Mergulho em Caniço de Baixo e Partida

Encerre a semana de volta a Caniço de Baixo com um segundo mergulho, mais descontraído — muitos mergulhadores aproveitam para revisitar um local do Garajau com outros olhos, agora que a flutuabilidade e o consumo de ar já assentaram, ou para experimentar um naufrágio ou uma gruta que tenham dispensado no segundo dia. Mantenha-o num meio-dia se for apanhar o voo, já que o Aeroporto da Madeira fica a uma curta e fácil distância de carro deste troço de costa.

Antes de voar, vale a pena um último olhar a níveis de canyoning e segurança e a mergulho na Madeira para verificar tudo o que estiver a pensar repetir sozinho numa viagem futura — o que faz esta semana funcionar é sobretudo o guia ao seu lado a ler a água, não o itinerário em si.

Perguntas Frequentes: Canyoning, Mergulho e Logística da Semana de Aventura

Preciso de experiência prévia em canyoning para este itinerário?

Não, mas precisa de se sentir confortável em água fria e em movimento e de conseguir seguir instruções sob pressão. Os guias avaliam cada ribeira e vão movê-lo entre percursos mais fáceis e mais difíceis consoante como correr a primeira descida.

O mergulho é adequado a principiantes?

Tanto o Garajau como Caniço de Baixo têm mergulhos de iniciação e cursos completos de certificação, a par de mergulhos para praticantes experientes, pelo que um principiante e um mergulhador com registo podem reservar a mesma semana. A água está entre os 18 e os 24 graus consoante a época, por isso um fato de mergulho é indispensável.

Posso fazer canyoning sem um guia certificado?

Não. Todas as ribeiras deste itinerário exigem um guia certificado por lei e por bom senso — o nível da água oscila enormemente depois da chuva, e o mesmo canhão pode ser uma tarde tranquila numa semana e impraticável na seguinte. Nunca reserve uma opção sem guia.

Preciso de alugar um carro para esta semana?

Sim. O Rabaçal, o planalto do Paul da Serra, o Seixal e as ribeiras do norte só se alcançam por estradas estreitas e íngremes que os transportes públicos não servem bem, enquanto o Garajau e Caniço de Baixo ficam na costa sul, a curta distância de carro do Funchal.

Qual é a melhor altura do ano para este itinerário?

Do final da primavera ao início do outono há os caudais de canyoning mais fiáveis e as condições de mergulho mais calmas, embora os operadores façam saídas de canyoning durante quase todo o ano, quando o nível da água o permite. O inverno traz mais água nas ribeiras, o que alguns guias preferem e outros evitam.

O que devo levar para uma semana que combina canyoning e mergulho?

Roupa de secagem rápida, ténis velhos ou calçado de canyoning que não se importe de molhar, uma camada quente para o planalto do Paul da Serra, onde a sensação de frio pelo vento é real mesmo no verão, e a sua própria máscara se mergulhar com frequência. Os operadores fornecem fatos de mergulho, arneses e capacetes para o canyoning.

Esta viagem é adequada se parte do grupo não quiser fazer canyoning nem mergulhar?

É uma semana difícil de suavizar — a maioria dos dias está construída inteiramente em torno de uma atividade guiada. Quem não mergulha pode geralmente caminhar pelo trilho costeiro em Caniço de Baixo ou juntar-se ao passeio do Seixal, mas um itinerário centrado no Funchal e mais tranquilo serve melhor um grupo misto.

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