Monte Palace ou o Jardim Botânico? Um Guia Cara a Cara
Jardins & quintas

Monte Palace ou o Jardim Botânico? Um Guia Cara a Cara

Resposta rápida

Devo visitar o Monte Palace Tropical Garden ou o Jardim Botânico do Funchal?

São experiências diferentes, não rivais: o Monte Palace é um jardim de encosta com lagos, azulejos e arte asiática, alcançado pelo teleférico do Monte, enquanto o Jardim Botânico é uma coleção de plantas etiquetadas em socalcos acima da cidade, alcançada por estrada ou autocarro. Se só tiver uma tarde e quiser incluir o passeio de teleférico, escolha o Monte Palace; escolha o Jardim Botânico se preferir uma coleção mais tranquila e científica e não se importar de chegar de carro ou táxi.

Dois Jardins, Uma Tarde: Qual Merece o Seu Tempo

O Funchal tem mais jardins bons do que a maioria das cidades do seu tamanho, e dois deles são perguntados mais do que todos os outros juntos: o Monte Palace Tropical Garden na encosta a leste, e o Jardim Botânico do Funchal nas encostas acima do porto. Os visitantes que veem um assumem muitas vezes que o outro é mais do mesmo e acabam por não o visitar. Essa suposição está errada em ambos os sentidos. Estes dois jardins foram construídos por razões diferentes, em épocas diferentes, por pessoas diferentes, e percorrer um não diz quase nada sobre o que esperar do outro.

Esta página não repete o argumento geral para visitar os jardins da Madeira — isso está tratado no guia dos jardins da ilha. O que se segue é mais restrito e mais útil se estiver no Funchal com uma tarde livre e um bilhete para comprar: o que cada lugar realmente é, como se chega lá, o que custa em tempo e dinheiro, e qual escolher se realmente não puder fazer os dois.

Monte Palace Tropical Garden: Uma Coleção Privada Tornada Pública

O Monte Palace começou como os terrenos privados de uma propriedade na encosta e só abriu ao público na década de 1990, depois de o empresário José Berardo ter comprado a propriedade e começado a enchê-la com o que colecionava. Essa história nota-se em cada canto. O jardim lê-se menos como uma instituição botânica e mais como o jardim de um excêntrico abastado, numa área de cerca de sete hectares: lagos com carpas cruzados por pedras de passagem, painéis de azulejos portugueses que retratam cenas históricas das ruas de Lisboa, uma dispersão de leões de pedra e pagodes chineses e japoneses, e uma coleção genuinamente grande de arte tribal africana e minerais expostos em pequenos pavilhões entre a vegetação.

As plantas são reais e muitas vezes excelentes — cicas maduras, uma densa coleção de fetos, ciprestes-dos-pântanos refletidos em água parada — mas partilham o protagonismo com a ornamentação em vez de serem o único foco. Os caminhos serpenteiam de forma íngreme em alguns pontos, abrindo-se para um miradouro ou uma escadaria de azulejos sem grande aviso, por isso os visitantes de primeira vez tendem a descrevê-lo como um lugar para vaguear em vez de um percurso a seguir. Duas a três horas é o habitual se ler os painéis informativos e parar junto aos lagos; menos de noventa minutos se andar depressa.

A maioria dos visitantes chega como parte de um passeio mais amplo ao Monte que também inclui o passeio de teleférico do Monte a partir da Zona Velha e, para alguns, o regresso no carro de cesto de vime. Esse agrupamento é deliberado por parte dos operadores, e é também o argumento prático mais forte para escolher o Monte Palace em vez do Jardim Botânico quando o tempo é escasso: o transporte é parte da experiência em vez de um problema logístico a resolver à parte.

Um

passeio guiado de tuk-tuk pela Zona Velha até ao jardim tropical do Monte

inclui o transfer e a entrada numa única reserva, o que elimina por completo a fila na estação inferior do teleférico.

O Jardim Botânico do Funchal: Uma Coleção de Trabalho, Não um Espetáculo

O Jardim Botânico fica no lado oposto da cidade, no local de uma antiga quinta comprada pela família Reid — do famoso Reid’s Palace — e mais tarde adquirida pelo governo regional, que a transformou numa verdadeira coleção científica e educativa na década de 1960. Onde o Monte Palace atua, o Jardim Botânico classifica. Os canteiros estão organizados por origem geográfica e família botânica, com socalcos formais de suculentas aparadas e coloridas junto à entrada, dando lugar a uma coleção muito maior de flora nativa madeirense e macaronésica, palmeiras, e um aviário que abriga papagaios e outras aves, e não espécies próprias da ilha.

Os socalcos formais são a imagem de postal que a maioria já viu — canteiros geométricos apertados em vermelhos, verdes e roxos, dispostos quase como um tapete, com a baía do Funchal estendida lá em baixo. Essa vista, captada do terraço superior olhando para os telhados e para o mar, é possivelmente a melhor razão para vir: é um panorama mais aberto e mais elevado do que qualquer coisa que o Monte Palace ofereça. Para além da secção formal, o jardim abre-se em plantações mais soltas, uma pequena casa de cactos e suculentas, e caminhos mais silenciosos que recebem muito pouca da multidão que os socalcos atraem. Noventa minutos cobrem confortavelmente os pontos altos; duas horas se também quiser o aviário e a casa das suculentas.

O acesso é o ponto fraco do jardim. Não há equivalente ao teleférico, e o local situa-se numa colina íngreme o suficiente para que caminhar a partir do centro do Funchal seja uma subida séria que a maioria dos visitantes preferiria evitar. Um autocarro local parte do centro, e os táxis são baratos e rápidos, mas de qualquer forma este é um lugar a que se vai de propósito, e não algo que se encaixa numa caminhada que já se estava a fazer.

Como Chegar: Onde a Verdadeira Diferença se Nota

É aqui que os dois jardins mais divergem na prática, e é o fator mais determinante ao escolher entre eles numa viagem curta.

O Monte Palace é alcançado, quase sempre, através do próprio Monte: o teleférico a partir da Zona Velha, um táxi, ou um passeio que combina a subida com o jardim e muitas vezes com Nossa Senhora do Monte e o carro de cesto. A entrada do jardim fica a uma curta caminhada, quase toda plana, da estação superior do teleférico, o que é uma das razões pelas quais funciona tão bem como saída de meio-dia mesmo para visitantes sem carro.

Um passeio privado de tuk-tuk que atravessa as portas pintadas da Zona Velha antes de subir ao Monte resolve por completo a questão do transporte, e alguns operadores oferecem-no como um único bilhete — a

rota privada de tuk-tuk da Zona Velha até ao Jardim do Monte Palace

é um exemplo.

O Jardim Botânico não tem teleférico nem qualquer trajeto equivalente. Os autocarros da Horários do Funchal chegam a partir do centro, mas a caminhada desde a paragem mais próxima ainda tem alguma subida, e os horários não são frequentes o suficiente para planear um itinerário apertado. Um táxi é a opção mais rápida e menos complicada, e não é caro para a distância. Se um carro alugado já fizer parte da viagem, há um pequeno parque de estacionamento junto à entrada, o que torna o jardim uma paragem genuinamente fácil — mais fácil até do que o Monte Palace para quem conduz, já que se evita por completo a fila do teleférico.

Para visitantes que querem ver os dois sem perder um dia com logística, um passeio combinado que cobre o Monte Palace, o Jardim Botânico e a Quinta do Palheiro numa só saída elimina a maior parte do atrito — vale a pena verificar o

passeio combinado aos jardins Botânico, Monte Palace e Palheiro

se um dia inteiro dedicado a jardins for mais atrativo do que escolher apenas um.

Preço e Tempo Necessário, Lado a Lado

Monte Palace Tropical GardenJardim Botânico do Funchal
Duração típica da visita1,5–3 horas1,5–2 horas
Como a maioria chegaTeleférico do Monte, táxi ou passeio organizadoAutocarro, táxi ou carro alugado
Entrada avulsaModerada, apenas entrada no jardimInferior à do Monte Palace
Melhor combinaçãoAldeia do Monte, teleférico, carro de cestoPouco mais nas redondezas; uma saída dedicada
Ponto forteLagos, azulejos, coleção de arteSocalcos formais e vista sobre a baía
Padrão de afluênciaMovimentado com grupos de dias de cruzeiroMais tranquilo, menos grupos organizados

Nenhum dos jardins exige reserva antecipada num dia normal, mas o teleférico do Monte tende a ter filas longas na estação inferior a meio da manhã durante escalas de cruzeiros, e reservar um passeio ou um bilhete com hora marcada com antecedência evita completamente essa espera.

Então Qual Escolher?

Se só puder escolher um, e o tempo ou o orçamento forem a limitação, a resposta honesta depende do que realmente quer da hora que tem. Escolha o Monte Palace se o passeio de teleférico for parte do atrativo, se gostar da ideia de azulejos, lagos e uma coleção de arte genuinamente peculiar junto à vegetação, ou se já estiver a planear meio dia à volta da aldeia do Monte. Escolha o Jardim Botânico se preferir a melhor vista sobre o Funchal, um ritmo mais calmo e com menos grupos organizados, ou uma coleção mais diretamente focada nas plantas, sem a ornamentação.

Nenhum dos dois é o “melhor” jardim em termos gerais — não competem pelo mesmo visitante. Um viajante que adorou os socalcos formais e a vista sobre a baía no Jardim Botânico e espera que o Monte Palace seja uma versão maior da mesma coisa vai surpreender-se, e o inverso é igualmente verdadeiro. Encare a escolha como uma questão de disposição e logística, não de qualidade.

Se Tiver Tempo para os Dois

Fazer os dois num só dia é realista se começar cedo. O Monte Palace combina naturalmente com uma manhã no Monte — teleférico a subir, jardim, igreja, carro de cesto ou táxi a descer — o que deixa a tarde livre para o Jardim Botânico de táxi ou autocarro. Visitantes com pouco tempo para um dia inteiro fazem por vezes o passeio ao Jardim do Monte Palace e à Zona Velha de tuk-tuk de manhã, usando a

visita guiada aos Jardins Tropicais do Monte Palace no Funchal

para manter simples a primeira metade do dia, seguindo depois de táxi para o Jardim Botânico no início da tarde, antes de a luz começar a suavizar-se sobre os socalcos.

Se a sua viagem só tiver espaço para um jardim e também estiver a ponderar a Quinta do Palheiro ou uma paragem no Blandy’s Wine Lodge na Zona Velha, vale a pena ler o guia geral dos jardins antes de decidir, já que classifica todos os jardins da ilha uns contra os outros e não apenas estes dois. Para uma primeira visita à cidade em geral, veja Funchal num dia ou o itinerário de um dia na Madeira para saber onde uma visita a um jardim se encaixa em relação ao Museu CR7, ao mercado e à Zona Velha.

Monte Palace vs Jardim Botânico: As Suas Perguntas Respondidas

O Monte Palace Tropical Garden e o Jardim Botânico são o mesmo local?

Não. Ficam em lados opostos do Funchal, foram construídos com propósitos diferentes e quase nada têm em comum além de serem ambos grandes jardins abertos a visitantes.

Qual jardim é melhor para quem tem pouco tempo?

O Monte Palace, sobretudo porque a visita costuma juntar-se ao passeio de teleférico do Monte, tornando o próprio transporte parte do passeio em vez de uma deslocação à parte.

Posso ir a pé da Zona Velha do Funchal até qualquer um dos jardins?

Pode caminhar até à estação inferior do teleférico do Monte na Zona Velha e subir de teleférico, mas a entrada do jardim fica a uma curta caminhada da estação superior. O Jardim Botânico fica mais afastado e é mais íngreme; um autocarro ou táxi é a opção realista.

O Jardim Botânico está incluído no bilhete do Monte Palace, ou vice-versa?

Não, são atrações separadas com entradas separadas. Alguns passeios combinados de dia inteiro juntam a visita a ambos, além da Quinta do Palheiro, mas um bilhete normal do Monte Palace ou do teleférico não cobre o Jardim Botânico.

Qual jardim tem melhores vistas sobre o Funchal?

O Jardim Botânico, situado numa encosta em socalcos virada para a baía, tem geralmente o panorama mais aberto. O Monte Palace oferece vislumbres através das árvores, mas é mais sobre o próprio jardim do que sobre a vista.

Os dois jardins são adequados para cadeiras de rodas e carrinhos de bebé?

Nenhum é totalmente plano. O Monte Palace tem caminhos pavimentados mas alguns declives e degraus junto aos lagos; o Jardim Botânico é em socalcos com caminhos em degraus entre níveis, o que o torna o mais exigente dos dois para mobilidade reduzida.

É preciso reservar bilhetes com antecedência para algum dos jardins?

Normalmente não é necessário fora dos dias de pico de cruzeiros, mas reservar um passeio combinado ou o bilhete do teleférico do Monte com antecedência evita a fila de bilhetes na estação inferior, que é a parte mais lenta de uma visita ao Monte Palace.

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