O Museu CR7
Funchal & Monte

O Museu CR7

O Museu CR7, no centro do Funchal, percorre a carreira de Cristiano Ronaldo em troféus e memorabília. Não confundir com o aeroporto que partilha o seu

Factos rápidos

Localização
Avenida Sá Carneiro, Zona Velha, Funchal — a 5 minutos a pé da marina
Orçamento típico
€5–15 por pessoa, apenas entrada
Melhor época
Todo o ano — é um espaço interior
Tempo necessário
30–90 minutos
Não confundir com
Aeroporto da Madeira (Aeroporto Cristiano Ronaldo), a 24 km, em Santa Cruz
Ideal para
Adeptos de futebol, Famílias com crianças, Passeios de dia de chuva, Fãs de Cristiano Ronaldo, Viajantes em city-break com uma hora livre
Melhor época para visitar
Em qualquer altura do ano — é um pequeno museu interior, por isso é uma das poucas atrações do Funchal que não depende do tempo
Dias necessários
Meio dia, no máximo; o museu em si demora 30 a 90 minutos
Resposta rápida

Onde fica o Museu CR7 e está perto do aeroporto?

O Museu CR7 fica no centro do Funchal, perto da marina, a poucos minutos a pé da Zona Velha. Não tem qualquer relação com o Aeroporto da Madeira, em Santa Cruz, que foi renomeado Aeroporto Cristiano Ronaldo em 2017 mas fica a cerca de 24 km de distância, no lado oposto da ilha.

Um santuário ao mais famoso produto de exportação da Madeira

Qualquer madeirense lhe dirá, sem ser preciso perguntar, que Cristiano Ronaldo é daqui — e no Funchal esse orgulho tem morada própria. O Museu CR7 é um museu privado compacto, perto da marina, dedicado inteiramente aos troféus, camisolas, chuteiras e marcos de carreira de Ronaldo, gerido pela empresa familiar que também dá o nome CR7 a um hotel próximo e a uma linha de roupa interior e perfumes. É uma das entradas mais invulgares numa lista de pontos de interesse do Funchal, algures entre um santuário do futebol e um motivo de orgulho cívico local, e recompensa uma visita curta e focada, não uma longa.

Vale a pena ser preciso sobre o que esta página cobre e o que não cobre. A Madeira tem dois marcos ligados a Cristiano Ronaldo que os visitantes frequentemente confundem: este museu no centro do Funchal, e o Aeroporto da Madeira, em Santa Cruz, oficialmente renomeado Aeroporto Cristiano Ronaldo em 2017 e conhecido pela impressionante plataforma da pista, sustentada por quase 180 pilares de betão sobre o mar.

Partilham o nome e nada mais — o aeroporto fica a cerca de 24 km a leste do museu, do outro lado de Santa Cruz, e não há qualquer exposição sobre CR7 no terminal, além de um grande retrato e alguma sinalética. Se procura informações sobre a pista, os pilares ou os voos de e para a Madeira, isso pertence a uma página sobre transportes, não a esta; consulte o guia do Aeroporto da Madeira para isso. Esta página é apenas sobre o museu na cidade.

Nascido em Santo António, feito no Funchal

Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro nasceu em 1985 em Santo António, uma freguesia no interior do centro do Funchal, o mais novo de quatro irmãos numa família de meios modestos. Passou pelas camadas jovens do Nacional e depois do Sporting Clube de Portugal antes de deixar a ilha ainda adolescente, e o resto da carreira que o museu documenta — Manchester United, Real Madrid, Juventus, Al-Nassr, cinco Bolas de Ouro, vários títulos da Liga dos Campeões e uma capitania da seleção portuguesa que já atravessou cinco Campeonatos do Mundo — aconteceu quase inteiramente fora da ilha.

É parte do que torna o museu interessante a nível local: é menos um registo de coisas que aconteceram na Madeira e mais uma forma de a ilha reivindicar alguém que a deixou cedo e se tornou um dos atletas mais reconhecidos do planeta.

O museu em si não está construído no local da sua casa de infância em Santo António, nem tenta um relato de história social desse bairro. É um espaço expositivo construído de raiz, mais perto da orla marítima, organizado em torno de vitrines com medalhas, troféus e camisolas, e não em torno da história de um edifício em particular. Se procura ver as ruas onde ele cresceu, esse é um passeio diferente e mais tranquilo por uma zona residencial da cidade, e não uma paragem com bilhete.

O que vai realmente ver lá dentro

O museu é compacto — um único edifício, um punhado de salas distribuídas por dois pisos — e está organizado, de forma solta, como uma cronologia de carreira em vez de uma exposição temática. Espere vitrines de vidro com troféus e medalhas (Bolas de Ouro, taças de campeonatos nacionais e da Liga dos Campeões, distinções da seleção), camisolas usadas em jogo e autografadas dos vários clubes, chuteiras, fotografias pessoais e uma figura de cera em tamanho real que se tornou um dos cantos mais fotografados do museu. As legendas seguem a biografia desportiva de forma cronológica, desde a formação no Sporting até cada grande clube, o que torna fácil acompanhar mesmo conhecendo apenas a versão resumida da carreira.

É um museu pequeno para padrões internacionais, e assume-o: não há tentativa de esticar a visita com história do futebol alheia ao tema ou desporto madeirense em geral. É a principal razão pela qual o tempo de visita recomendado é curto — a maioria das pessoas vê tudo o que procurava em menos de uma hora, tira as fotografias junto aos troféus e à figura de cera, e segue para almoçar na Zona Velha, a poucos minutos a pé.

Perto do museu, na marginal junto à marina, ergue-se uma estátua de bronze de Ronaldo — um marco separado, gratuito e ao ar livre, que a maioria dos visitantes combina com a paragem do museu, já que ficam a poucos passos um do outro. A estátua teve uma história pública com alguns solavancos (uma versão anterior gerou críticas locais, feitas com bom humor, quanto à semelhança, e foi mais tarde substituída), algo que os locais contam com gosto se lhes perguntar. Nem a estátua nem o museu devem ser confundidos com o hotel de marca CR7 que também opera nas proximidades, parte de um pequeno grupo hoteleiro que licencia o nome — uma presença comercial, não um local patrimonial.

Planear uma visita em seu redor

O Museu CR7 funciona melhor como uma paragem dentro de uma manhã ou tarde mais longa na cidade do Funchal, e não como um destino para construir um dia inteiro. A maioria dos visitantes inclui-o num passeio que também abrange a Zona Velha e as suas portas pintadas, as bancas de flores e peixe do Mercado dos Lavradores, e a marina ou a promenade do Lido ao longo da orla marítima. Por ser totalmente interior e com ar condicionado, é também uma opção genuinamente útil num raro dia de chuva no Funchal, ou durante o calor do meio-dia no verão, quando uma pausa em espaço fechado é bem-vinda.

Espere um preço de entrada modesto — é um pequeno museu privado, não uma grande atração cívica, e o preço fica bem abaixo do que pagaria pelo teleférico do Monte combinado com o carro de cesto. O horário de funcionamento segue o dia de trabalho habitual; vale a pena confirmar os horários atuais antes de ir, já que pequenos museus privados ajustam horários com mais liberdade do que os grandes pontos turísticos. O ponto de pressão mais previsível são os dias de cruzeiro: o porto do Funchal fica perto, e quando um grande navio está atracado, grupos de autocarro podem encher a zona de entrada durante períodos curtos a meio da manhã. Uma visita cedo, ou marcada para o final da tarde, evita o pior.

Se está a construir um primeiro dia no Funchal em torno do centro da cidade em vez das colinas, o museu encaixa naturalmente num circuito a pé; veja Funchal num dia para saber como outros visitantes o sequenciam com o mercado, a catedral e a Zona Velha. Para um enquadramento mais alargado, dirigido a quem visita a ilha inteira pela primeira vez, Primeira vez na Madeira é o texto companheiro mais amplo.

Combinar com o resto do Funchal

Como o museu ocupa tão pouco tempo, raramente justifica uma deslocação só por si — o valor está em encaixá-lo com tudo o resto que fica a pé do centro do Funchal. Uma sequência típica começa na Sé do Funchal, passa pelo mercado e pela Zona Velha, inclui a marina e a estátua, entra no museu, e termina com um almoço junto ao porto. A partir daí é fácil apanhar um táxi ou o teleférico do Monte até ao Monte para a tarde, caso queira combinar uma peregrinação futebolística com a vista de cabo aéreo mais conhecida da ilha sobre a cidade.

Os viajantes que queiram uma visão mais estruturada da cidade, para além do nível da rua, por vezes combinam uma manhã de museu com uma tarde a explorar mais longe. Um passeio guiado pela cidade é uma forma direta de ver mais dos bairros do Funchal sem se preocupar com estacionamento, que é genuinamente difícil no centro.

um passeio guiado de 4x4 pelos cantos menos visitados do Funchal

funciona bem como complemento de meio dia, se quiser o contexto da cidade para além das quatro paredes do museu, passando por miradouros e bairros residenciais a que um passeio a pé por conta própria dificilmente chegaria.

Para visitantes que preferem juntar a paragem futebolística à outra experiência de destaque da ilha, um início madrugador torna possível fazer as duas coisas num só dia.

um passeio noturno que começa entre as luzes da cidade do Funchal e sobe acima da linha de nuvens para o nascer do sol

pode ser reservado para a madrugada, deixando toda a manhã seguinte livre para o museu e a Zona Velha, a um ritmo tranquilo.

Se as montanhas não forem prioridade e preferir passar um dia inteiro ao nível do mar depois do museu, um passeio de pesca a partir do vizinho Caniçal é uma forma fácil de preencher uma tarde sem uma longa viagem de carro.

um passeio de pesca guiado com partida do Caniçal, na costa leste da ilha

leva-o para o mar durante algumas horas e traz-vo-lo de volta a tempo de uma refeição noturna na cidade.

Algumas coisas a saber antes de ir

Com as expectativas certas, a visita é uma paragem rápida e agradável, não uma desilusão. É genuinamente pequeno — chegar à espera de um grande museu nacional de futebol, à escala das visitas a estádios de clubes como o Manchester United ou o Real Madrid, vai deixá-lo aquém do esperado. É também um empreendimento privado e comercial, não uma instituição cívica, o que molda tanto a presença da loja de recordações perto da saída como o tom ligeiramente promocional de algumas das legendas. Nada disso diminui o que é: uma coleção genuína e bem recheada de uma das carreiras mais condecoradas do futebol, reunida na cidade onde essa carreira começou.

O ponto de confusão mais persistente, que vale a pena repetir uma última vez, é a geografia. O museu fica na cidade, perto da marina e da Zona Velha, a pé da maioria dos hotéis do centro do Funchal. O aeroporto que leva o seu nome é um local completamente separado, em Santa Cruz, construído em torno de uma obra de engenharia muito diferente — uma pista prolongada sobre pilares por cima do mar, e não uma sala de vitrines de troféus. Planeie o museu como uma paragem no centro da cidade, e trate qualquer curiosidade sobre o aeroporto como um assunto à parte, para o dia de chegada ou de partida.

Perguntas frequentes: visitar o Museu CR7 no Funchal

Onde fica o Museu CR7 e está perto do aeroporto?

O Museu CR7 fica no centro do Funchal, perto da marina, a poucos minutos a pé da Zona Velha. Não tem qualquer relação com o Aeroporto da Madeira, em Santa Cruz, que foi renomeado Aeroporto Cristiano Ronaldo em 2017 mas fica a cerca de 24 km de distância, no lado oposto da ilha.

Quanto tempo demora uma visita ao Museu CR7?

A maioria dos visitantes despacha-se em 30 a 45 minutos. Os fãs mais dedicados, que leem todas as legendas e fotografam todas as vitrines de troféus, podem esticar a visita até 90 minutos. É um museu pequeno, de um único edifício, não uma atração para meio dia por si só.

Vale a pena visitar o Museu CR7 se não se for adepto de futebol?

É uma paragem de nicho. Adeptos de futebol e famílias com crianças que reconheçam o nome costumam gostar; viajantes sem interesse em futebol tendem a tirar mais partido dos restaurantes e das portas pintadas da Zona Velha, a poucos minutos dali.

Onde nasceu Cristiano Ronaldo?

Nasceu na freguesia de Santo António, no Funchal, em 1985, num bairro operário no interior da cidade. O museu não foi construído nesse local — é um espaço expositivo construído de raiz perto da marina, a alguma distância de onde ele realmente cresceu.

A estátua do CR7 fica no mesmo local que o museu?

A estátua de bronze de Cristiano Ronaldo ergue-se na marginal, perto da marina, próxima do museu, pelo que os dois são fáceis de combinar num único passeio curto. Nenhum dos dois fica no aeroporto.

Dá para comprar bilhetes para o Museu CR7 no próprio dia?

Os bilhetes na hora costumam estar disponíveis fora dos dias de maior afluência de cruzeiros, quando grupos de autocarro podem encher a pequena zona de entrada por curtos períodos. Se a sua visita coincidir com um grande navio no porto, uma visita cedo ou ao fim da tarde evita o pior.

O Museu CR7 é adequado para crianças pequenas?

Sim. É uma paragem curta, interior e com ar condicionado, sem qualquer caminhada além dos pisos da exposição, o que a torna um complemento fácil a um dia na cidade do Funchal com crianças, sobretudo se o tempo virar.

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