Uma Lua de Mel de Seis Dias na Madeira: do Funchal ao Porto Santo
6 days

Uma Lua de Mel de Seis Dias na Madeira: do Funchal ao Porto Santo

Porque este ritmo é ideal para uma lua de mel

A Madeira tem fama de ilha de caminhadas, e a maioria dos itinerários é construída à volta disso — uma levada antes do pequeno-almoço, uma travessia de montanha, botas a secar na varanda todas as noites. Este é propositadamente diferente. Seis dias, um carro alugado, sem alarmes cedo para chegar a um trilho, e nada no plano que exija um bastão de caminhada. Se preferir a versão com o nascer do sol no Pico do Arieiro e um dia inteiro na travessia PR1, a nossa semana de caminhadas foi pensada para esse casal — este itinerário é para quem prefere um copo de vinho da Madeira num terraço às 18h a um cume.

O percurso mantém-se quase inteiramente na costa sul e termina no Porto Santo, deixando de fora propositadamente o norte da ilha, mais húmido e dramático. Essa opção é deliberada: o norte recompensa o esforço, e este itinerário é construído à volta do conforto.

Dia 1 — Chegada e a zona velha do Funchal

Chegue ao Aeroporto da Madeira e instale-se num hotel no centro do Funchal — a cidade tem vários endereços genuinamente históricos, e escolher bem importa mais aqui do que numa escapadinha citadina normal; o nosso guia de onde ficar detalha as zonas. Aproveite a tarde com calma: um passeio pela marina e depois pela zona velha, onde as portas pintadas da Rua de Santa Maria transformaram uma rua outrora decadente no melhor endereço nocturno da cidade. Um jantar aqui, ao ar livre se o tempo permitir, dá o tom para a semana.

Não tente encaixar mais nada no primeiro dia. Com ou sem jet lag, o dia de chegada ao Funchal serve para se ambientar, não para visitar.

Dia 2 — O Funchal a sério, depois o Monte

Comece pelo Mercado dos Lavradores, o mercado Art Deco dos anos 1940 do Funchal — flores no piso térreo, bancas de fruta com amostras oferecidas (combine o preço antes de provar, ou será cobrado à tarifa premium), e no piso superior a peixaria, onde o peixe-espada preto, a espada, se junta ao atum. É uma visita de vinte minutos que vale uma hora.

Do mercado, suba de teleférico até ao Monte — quinze minutos sobre os telhados e as ravinas do Funchal, chegando a 560 metros acima da cidade. A igreja do Monte guarda o túmulo do último imperador dos Habsburgo, exilado aqui em 1922, e o Monte Palace Tropical Garden vale o bilhete de entrada só pelos painéis de azulejos. Se quiser descer no famoso carro de cesto de vime, saiba antes de fazer fila que não é transporte propriamente dito — os carreiros empurram-no cerca de dois quilómetros até ao Livramento, e ainda vai precisar de um táxi de lá até à cidade. Trate-o como um passeio de cinco minutos, não como forma de voltar a casa.

Termine a tarde na Quinta do Palheiro, um dos dois jardins distintos que os locais costumam mencionar (não confundir com o jardim botânico municipal do outro lado da cidade), e depois procure uma mesa para uma espetada — carne de vaca grelhada em espeto de louro e ainda uma das melhores refeições da ilha.

Dia 3 — A costa oeste e um pôr do sol no Cabo Girão

Recolha o carro alugado esta manhã. Um manual pequeno é a escolha certa para as estradas estreitas e as fortes inclinações da Madeira — não é uma estrada para um automático grande. Siga primeiro para Câmara de Lobos, a vila piscatória onde Winston Churchill pintou em 1950, para uma poncha a meio da manhã — a bebida madeirense de mel, limão e rum de cana-de-açúcar, mexida como manda a tradição com um caralhinho de madeira, não a versão de xarope de fruta vendida a excursões de autocarro.

Para algo mais activo do que um passeio turístico, mas longe de uma caminhada a sério, reserve

um passeio privado e a ritmo tranquilo por uma levada perto do Cabo Girão

, guiado e ajustado para dois — plano, curto, e nada parecido com as rotas expostas à beira de falésia pelas quais a ilha é conhecida. Depois suba até ao próprio Cabo Girão para o miradouro de vidro gratuito sobre uma das falésias marítimas mais altas da Europa, com cerca de 580 metros. Escolha o final da tarde para a visita: a luz na falésia e no oceano lá em baixo é a melhor do dia, e vale a pena organizar o jantar em Câmara de Lobos ou no Funchal para depois da descida.

Dia 4 — A praia da Calheta e um charter privado

A Calheta é o desvio de lua de mel que a maioria dos itinerários salta. A sua praia de areia dourada foi importada em 2008 — vale a pena dizê-lo com clareza, porque não é uma praia madeirense natural, mas é genuinamente uma das faixas de areia mais confortáveis da ilha, abrigada e calma. Passe a manhã ali.

À tarde, reserve

um charter privado de barco à tarde ao longo deste trecho de costa

— sem convés partilhado, sem horário fixo, só os dois e a água. É a reserva mais própria de lua de mel de todo este itinerário, e a costa sul calma torna a tarde na água fácil mesmo para quem não gosta muito de barcos. Pernoite de volta na Calheta ou regresse ao Funchal, consoante o resto da sua semana estiver organizado.

Dia 5 — Travessia até ao Porto Santo

Este é o dia para deixar margem de manobra. O ferry da Porto Santo Line, a partir do Funchal, demora cerca de duas horas e quinze minutos, mas é genuinamente cancelado por mar agitado com frequência suficiente para não o dar como garantido — este é o único erro capaz de arruinar a lua de mel que vale a pena planear com antecedência.

Reserve um bilhete de ferry flexível ou reembolsável se puder, verifique a previsão na véspera, e tenha o voo de quinze minutos até ao Porto Santo guardado como alternativa caso a travessia seja cancelada. Perder um charter de barco já reservado ou uma noite de hotel por causa de um ferry cancelado é uma má forma de terminar uma lua de mel; perdê-lo por um imprevisto que já tinha previsto é apenas uma nota de rodapé.

Seja qual for a forma como chega, a recompensa são nove quilómetros de areia dourada contínua — a única praia a sério do arquipélago — ao longo de toda a costa sul da ilha. Instale-se em Vila Baleira, a discreta capital, e visite a Casa Colombo, onde Cristóvão Colombo viveu depois de casar com a filha do primeiro governador da ilha, por volta de 1479. Passe o resto do dia na praia e em mais lado nenhum.

Dia 6 — Porto Santo, depois regresso a casa

Um dia inteiro no Porto Santo antes de regressar. De manhã, faça

um passeio guiado pela reserva da biosfera UNESCO da ilha

— terreno suave, vistas sobre o mar, e uma boa forma de ver mais do que a praia sem qualquer esforço real. À tarde, troque o ritmo a pé por

um passeio rápido de barco insuflável ao longo da costa

, que passa por grutas marinhas e trechos de costa que a praia não mostra.

Organize o regresso com a mesma cautela da travessia de ida: se o ferry parecer incerto, apanhe o voo de volta à Madeira com margem suficiente antes do voo de regresso a casa. Uma ligação apertada por causa de uma travessia de ferry cancelada é a única coisa capaz de estragar seis dias tranquilos.

Orçamento e logística para este percurso

ItemO que esperar
HotéisEndereço histórico ou de cinco estrelas no Funchal, três noites; frente de praia no Porto Santo, duas noites
Aluguer de carroManual pequeno, apenas dias 3–4; não é necessário no Funchal nem no Porto Santo
Travessia para o Porto SantoFerry (~2h15) como primeira opção, voo (~15 min) reservado como alternativa
Gasto diárioCerca de 150–250 € por pessoa com um hotel de gama média-alta e os passeios acima
Melhores mesesFinal da primavera e início do outono — mar quente, menor risco de cancelamento na travessia

Evite o final de dezembro se quiser mesmo tranquilidade: a passagem de ano no Funchal é espectacular — o fogo de artifício na baía está registado no Guinness como o maior do mundo — mas é também a época mais concorrida e mais reservada da ilha, com estadias mínimas na maioria dos hotéis.

Perguntas frequentes: planear uma lua de mel na Madeira

Seis dias chegam para uma lua de mel na Madeira?

Sim, para este ritmo. Seis dias cobrem bem o Funchal, um dia inteiro na costa oeste, um dia de praia na Calheta e duas noites no Porto Santo sem nunca parecer apressado. Acrescente um ou dois dias se quiser explorar a costa norte ou encaixar uma caminhada a sério.

Precisamos de carro alugado a semana toda?

Não. Não vai precisar de carro no Funchal — ande a pé ou de táxi — nem no Porto Santo, que é pequeno o suficiente para percorrer a pé ou de transporte local. Um carro só compensa nos dias 3 e 4, para Câmara de Lobos, o Cabo Girão e a Calheta.

O ferry para o Porto Santo é fiável?

Não é garantido. É uma boa travessia com bom tempo, mas é regularmente cancelado por ondulação atlântica, especialmente fora do verão. Reserve bilhetes flexíveis sempre que possível e trate o voo curto como uma alternativa genuína, não como último recurso.

A praia da Calheta é natural?

Não — a areia foi importada em 2008 para criar uma praia onde a costa vulcânica da Madeira não tinha nenhuma naturalmente. É confortável e abrigada, mas não é o mesmo que a costa naturalmente arenosa do Porto Santo.

Precisamos de fazer uma caminhada de levada para conhecer a “verdadeira” Madeira?

Não, embora um passeio curto, guiado e a ritmo tranquilo por uma levada, como o do dia três, dê a sensação de uma sem a exposição, os túneis ou a distância das rotas mais sérias da ilha. Se preferir organizar uma semana à volta de caminhadas a sério, o nosso itinerário de semana de caminhadas é a melhor opção.

Qual é a reserva mais romântica desta viagem?

O charter privado de barco à tarde a partir da Calheta, com clara vantagem — sem horário partilhado, sem outros passageiros, só a costa e os dois. O passeio a pé e o passeio de barco no Porto Santo, no dia seis, ficam perto num segundo lugar pela variedade.

O que é melhor para uma lua de mel, a Madeira ou o Porto Santo?

Não é bem uma escolha — este itinerário usa as duas porque cumprem funções diferentes. A Madeira dá-lhe os hotéis, os restaurantes e os miradouros; o Porto Santo dá-lhe as verdadeiras férias de praia do arquipélago. Veja o nosso guia de comparação para saber mais sobre as diferenças entre as duas.

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