Três Dias na Madeira: Roteiro para a Primeira Visita
Porquê três dias chegam — mas só para uma coisa de cada vez
A Madeira recompensa uma visita tranquila mais do que a maioria das ilhas, e três dias vão sempre parecer uma prova e não o menu completo. O truque é escolher um tema por dia e resistir à tentação de acrescentar “só mais uma paragem” — a estrada da costa norte, em particular, castiga o excesso de ambição, já que um trajeto que parece curto no mapa pode facilmente consumir três horas em primeira, nas curvas cegas.
Este roteiro sacrifica de propósito a rede de levadas, a subida ao Pico Ruivo e a travessia para o Porto Santo: cada um merece uma viagem dedicada, não uma tarde apressada espremida entre outros planos. Se caminhar é o objetivo da sua visita e não um extra, a nossa semana focada em caminhadas é o melhor ponto de partida.
Vai precisar de um carro alugado para este plano — o horário do nascer do sol no segundo dia e o circuito do terceiro dia simplesmente não funcionam com a rede de autocarros. Reserve um carro pequeno e manual, se puder; as estradas de montanha são estreitas e íngremes, e estacionar no centro do Funchal é apertado.
Dia 1: Funchal
Passe o primeiro dia inteiro a pé na capital — há mais para ver aqui do que a fama de “apenas um porto de escala” sugere, e o jet lag ou um voo tardio na noite anterior tornam um dia sem carro a escolha sensata de qualquer forma.
Comece na Zona Velha, onde as portas pintadas da Rua de Santa Maria merecem um passeio calmo antes de as ruas encherem. Dali é uma curta caminhada até ao Mercado dos Lavradores, o mercado Art Deco dos anos 1940 — vá pelas bancas de flores e pela zona do peixe, onde vai ver o espada preta exposto inteiro. Uma coisa que vale a pena saber antes de entrar: alguns vendedores de fruta oferecem uma prova gratuita e depois cobram ao peso pelo que já cortaram, por isso combine o preço antes de deixarem cortar seja o que for.
um passeio guiado a pé pelo Funchal que junta a Zona Velha a provas de comida e vinho pelo caminho
é uma boa opção se preferir ter a história e os cantos mais curiosos do mercado explicados, em vez de os descobrir sozinho num mapa.
Depois do almoço, apanhe o teleférico até ao Monte — cerca de quinze minutos por cima dos telhados e socalcos, subindo 560 metros. No Monte propriamente dito, a igreja de Nossa Senhora do Monte merece dez minutos (o imperador Carlos I da Áustria está sepultado lá dentro), e o Monte Palace Tropical Garden recompensa uma hora se os jardins forem a sua paixão.
O famoso passeio de carro de cesto de vime — dois carreiros vestidos de branco a conduzir um trenó de vime pela encosta abaixo — é um momento genuinamente divertido, mas não é uma forma de voltar ao Funchal: o percurso termina no Livramento, sensivelmente a meio caminho, e vai precisar de um táxi ou de autocarro a partir daí para terminar a descida.
Termine o dia na Quinta do Palheiro se ainda tiver tempo para jardins, ou desça até Câmara de Lobos ao final da tarde — a vila piscatória onde Winston Churchill costumava pintar, e hoje um dos melhores sítios da ilha para uma boa poncha, a bebida madeirense de rum, mel e limão, mexida com o tradicional caralhinho de madeira.
Dia 1 num relance
| Hora | Paragem | Notas |
|---|---|---|
| Manhã | Zona Velha e portas pintadas | Entrada livre |
| Fim da manhã | Mercado dos Lavradores | Combine os preços da fruta antes de provar |
| Tarde | Teleférico do Monte, igreja, jardins | O teleférico é bilhete pago |
| Final da tarde | Carro de cesto de vime | Termina no Livramento, não no Funchal |
| Noite | Câmara de Lobos | Poncha e jantar |
Dia 2: Nascer do sol no Pico do Arieiro, depois um regresso tranquilo
Este é o dia madrugador. O Pico do Arieiro fica a 1.818 metros e é o único dos três picos mais altos da Madeira acessível de carro, e é exatamente por isso que este roteiro para aqui, em vez de continuar a pé até ao Pico Ruivo — essa caminhada é um desafio sério à parte, abordado no nosso guia do PR1, e não um extra a acrescentar a um roteiro de carro.
Saia do Funchal por volta das 5h — verifique a hora do nascer do sol na noite anterior e conte com margem extra, já que a estrada de montanha é lenta no escuro. No topo, está muitas vezes acima de um mar de nuvens, com o sol a nascer sobre a crista; costuma também estar perto de zero graus a essa hora, mesmo no verão, por isso leve muito mais camadas do que a temperatura no Funchal faria pensar. Vale a pena ler o que as montanhas realmente exigem em termos de roupa antes de ir — esta é a forma mais comum de os visitantes serem apanhados desprevenidos nesta ilha.
Para uma versão mais completa da mesma manhã,
uma caminhada privada guiada ao nascer do sol no Pico do Arieiro
trata da logística e da condução, o que faz diferença quando se está a programar o despertador para as 4h em férias.
Há um pequeno percurso pedestre bem definido perto do próprio parque de estacionamento — nada como a travessia completa da crista — e vale os vinte minutos se as nuvens tiverem levantado. Depois disso, não se deixe tentar a avançar em direção ao Pico Ruivo; dê a volta e faça a descida com calma.
No caminho de volta, faça uma pausa em Ribeiro Frio para um café e, se quiser experimentar uma caminhada por levada sem se comprometer a um dia inteiro, o curto passeio até ao miradouro das Balcões — uma das melhores vistas da ilha com o menor esforço, embora convenha lembrar que continua a ser um trilho oficial com a sua própria taxa diária, não um caminho livre.
um tour combinado que junta o nascer do sol no Arieiro, a caminhada da Levada dos Balcões e uma paragem em Santana
organiza toda esta manhã de forma prática se preferir não conduzir sozinho antes do amanhecer.
Passe o resto do dia a descansar no Funchal — um almoço tranquilo, o jardim botânico, ou simplesmente um mergulho no lido. Já está acordado desde antes do amanhecer; o terceiro dia vai exigir o seu próprio começo cedo.
Dia 3: Circuito pela costa norte — Porto Moniz e Santana
Este é o dia à volta do qual o roteiro foi construído, e é também aquele em que o excesso de ambição causa mais estragos. A estrada da costa norte é bonita mas lenta — túneis, curvas apertadas e aldeias alinhadas ao longo de arribas — por isso trate Porto Moniz e Santana como o dia inteiro, não como um aquecimento para outra coisa. Tentar juntar o nascer do sol no Arieiro ou uma caminhada por levada a este circuito é a forma mais comum de este dia correr mal: reserve tempo real para a própria condução e não marque nada para a noite.
Parta cedo pelos túneis da VR1 e pela Encumeada para chegar à costa norte, com o objetivo de chegar a Porto Moniz a meio da manhã. As piscinas naturais de lava são aqui o principal atrativo — piscinas talhadas em antigos fluxos de lava e renovadas pela maré, divididas entre uma zona paga e mantida, com balneários, e uma zona selvagem gratuita mais próxima das rochas. A ondulação vinda de norte fecha-as com pouco aviso, por isso tenha um plano alternativo (o pequeno aquário da aldeia resolve) se o mar estiver revolto.
De Porto Moniz, siga a costa para leste até Seixal, uma curta paragem pela sua praia de areia negra e cascatas junto à estrada, e uma das aldeias mais fotografadas deste troço de costa. Se o tempo permitir, as grutas de lava de São Vicente também ficam neste percurso, mas numa viagem de três dias são a primeira coisa a deixar cair se estiver atrasado — Santana pesa mais para fechar bem o circuito.
Continue até Santana para ver as casas de colmo triangulares — pintadas de vermelho, branco e azul, e agrupadas no centro da aldeia. Vale a pena saber antes de chegar: as três casas abertas a visitantes são reconstruções mantidas, não casas habitadas, o que continua a ser uma boa troca pelos vinte minutos que leva a vê-las com calma. Para a história completa por trás delas, o nosso guia das casas de Santana vale a leitura na noite anterior.
No regresso, resista à tentação de refazer a estrada lenta da costa — corte para sul, pelos túneis rápidos da VR1, o que transforma o que poderia ser uma hora e meia de trânsito lento numa corrida direta de cerca de quarenta minutos até ao Funchal.
um tour guiado de 4x4 pela costa norte, incluindo Porto Moniz
ou, para um percurso que também passa a oeste por Fanal, um tour de 4x4 pela costa oeste que cobre Porto Moniz, Seixal e a floresta do Fanal são ambos boas opções a considerar se preferir não fazer a condução de montanha depois de dois dias longos.
Dia 3 num relance
| Paragem | Tempo aproximado no local | Atenção a |
|---|---|---|
| Piscinas naturais de Porto Moniz | 1,5–2 horas | Fecha com ondulação de norte |
| Seixal | 30–45 min | Cascatas junto à estrada, areia negra |
| Santana | 45 min–1 hora | Casas reconstruídas, não habitadas |
| Regresso pela VR1 | ~40 min | Mais rápido do que refazer a estrada da costa |
O que este roteiro deixa de fora, de propósito
Três dias não chegam para tudo, e fingir o contrário é a forma de acabar exausto em férias. Este plano deixa deliberadamente de fora o vale do Rabaçal e a Levada das 25 Fontes, a península da Ponta de São Lourenço, e o Porto Santo — cada um é genuinamente um dia inteiro por si só, e as levadas em particular são trilhos estreitos, expostos e agora sujeitos a taxa, que recompensam um andamento sem pressa, não um espaço espremido entre trajetos de carro. Se algum destes é a verdadeira razão pela qual está a vir à Madeira, veja o nosso roteiro de uma semana, que tem espaço tanto para os trilhos da ilha como para os seus miradouros.
Perguntas frequentes sobre um roteiro de três dias na Madeira
Três dias chegam para a Madeira?
Chegam para uma passagem completa pelos pontos altos — Funchal, o miradouro do Arieiro e um circuito pela costa norte — mas não para caminhadas sérias, para o Porto Santo, nem para um ritmo tranquilo. Encare-o como uma introdução forte e não como uma visita completa.
Preciso de carro para este roteiro?
Sim. O horário do nascer do sol no Arieiro e o circuito Porto Moniz–Santana não são realistas de autocarro, que funciona com horários pensados para deslocações locais e não para partidas de madrugada ou circuitos de um dia inteiro.
Posso subir ao Pico Ruivo neste roteiro de três dias?
Não confortavelmente. A travessia Arieiro–Ruivo é um trilho sério de três a quatro horas, com túneis e troços expostos, e encaixá-la numa viagem de três dias de carro costuma significar chegar ao cume já cansado de tudo o resto. Guarde-a para uma viagem focada em caminhadas.
Vale a pena o madrugar para o nascer do sol no Pico do Arieiro?
A maioria dos visitantes diz que sim, mas só se o tempo ajudar — as nuvens podem instalar-se sobre o pico e esconder completamente a vista. Verifique a previsão na véspera e esteja preparado para temperaturas próximas de zero no cume, mesmo com o Funchal ameno.
Consigo encaixar o Porto Santo nesta viagem?
Não realmente, e este roteiro nem tenta. Só a travessia de ferry demora cerca de duas horas e quinze minutos em cada sentido e é regularmente cancelada com mar agitado, por isso uma ida e volta no mesmo dia dentro de três dias já apertados é um mau uso de tempo limitado.
E se estiver nublado ou a chover no Pico do Arieiro?
Tenha uma alternativa pronta — Ribeiro Frio e o curto passeio da Levada dos Balcões continuam a funcionar com nuvens ligeiras, e os jardins do Funchal são um substituto razoável se a montanha estiver completamente encoberta. Não espere no cume à espera que abra; a janela costuma ser curta.
As piscinas de Porto Moniz e as casas de Santana precisam de reserva prévia?
Não, nenhuma das duas precisa de reserva antecipada, embora a zona paga das piscinas de Porto Moniz tenha uma taxa de entrada no próprio dia. São os trilhos oficiais de caminhada noutros pontos da ilha — não abrangidos por este roteiro focado em condução — que exigem reserva online e uma taxa diária.
tours.3 days
Tours GetYourGuide verificados e com ligação direta. Reserve através destes links e ganhamos uma pequena comissão sem custo para si.
A GetYourGuide não fornece uma fotografia do produto para esta atividade — a imagem mostra o ponto de encontro, fotografado por nós.


